segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fisga?!

A cada passo que damos nunca estamos pensamos estar mergulhados numa densa camada de átomos que sustenta a vida como a conhecemos. É como um peixe dentro de água... Achamos que estamos livres... e que podemos chegar a qualquer lado.
Mas é-nos tão dificil imaginar como estaríamos fora do planeta. No verdadeiro vácuo onde não é possível um simples gesto como respirar.
Mas talvez sintamos isso quando nos sentimos fragmentados. Quando nos sentimos como um puzzle onde falta apenas uma peça, uma peça que faz toda a diferença.
Como, pergunto-me, é possível sorrir ao sentir um vazio que não nos deixa respirar livremente. Que nos comprime e, nao só nos custa respirar, como nos custa engolir! Há quem lhe chame um nó no estômago, ou um nó na garganta.
Para mim não é nó nenhum. Chama-se tristeza...

É triste sentirmo-nos impotentes quando sabemos o que nos faria feliz e não conseguir lutar por isso, simplesmente porque temos armas tão rudimentarmente poderosas, que por mais que tentemos, simplismente têm percentagem quase nula de eficácia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Cruel Juíz

Há aqueles momentos de transe em que a Terra deixa de girar e simplesmente tudo o que ouvimos é ruido e fundo, tudo o que vemos é uma imagem distorcida, nublada, nada se percebe... e porque? Porque estamos no nosso cantinho, no cantinho da nossa mente onde tudo e nada fazem sentido numa dança trivial incessante. E é tão simplesmente nesse momento que tudo se conecta, tudo se desliga, tudo se aproxima e tudo se afasta.
E por uma fracção de segundos... A feliz depressão quotidiana torna-se a depressiva felicidade exuberante e perpetua-se durante toda a dita fracção!

Somos seres fantásticos... Frágeis mortais, frágeis o suficiente para levar dentro de si o mais sensível, poderoso e imortal dos sentimentos!

Aquele que nos dá a força para nos mantermos vivos ainda que estejamos a um passo da morte, aquele que mata mesmo transpirando saúde... Aquele que sem ele não viveriamos, mas que com ele nao somos felizes... Carrasco e Juíz severo. Cruel e manipulador!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Calhau...

Tenho andado perdido em pensamentos acerca de pedras.
Pedras. Pedrinhas. Pedregulhos. Calhaus!

Existem pessoas que, por alguma razão vão-se tornando em pedras. E não estou entrando pelo facto de uma pessoa tornar-se fria, amarga, cinzenta, dura e simplesmente insensível. Mas sim por serem energúmenos objectos de tropeço no caminho de outras pessoas.

É o seguinte, à luz desta enigmática preocupação, várias e ou até muitas, demasiadas, perguntas emergem na massa cinzenta como um géiser inconstante. Será com um propósito bem definido? Um plano bem orquestrado para atingir um objectivo bem delineado, conhecendo todas ou quase todas as variáveis de incerteza que podem impedir a realização do mesmo e existir sempre um plano B e um C no caso do B também falhar e um D e um E e um F e... e...
Ou apenas será o resultado de um amor puro e inocente, inconstante, profundo, tão fragilmente inquebrável que é impossível por mais que se tente abandona-lo no breu do infinito e caminhar em frente sem nunca olhar para trás!

"Nada é impossível"... Nada...?

Lamento, há impossíveis na vida. Afirma amarguradamente um simplório conhecedor de tal causa e infelizmente das consequências que se arrastam, deixando um rasto de destruição.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Breath.

Mas por onde andarão os infames Tico e Teco? Por que caminhos tortuosos estão enveredando? Serão assim tão estúpidos que não vêm a merda da poça por onde acabam sempre por meter o pé?! (peço desculpa pelo palavreado facinoroso)
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Depois ganhar o fôlego... e com mais calma pensar sobre o assunto. Sinto medo. Estou assustado. Sinto um aperto no estômago. Sim, pode mais umas crises de pânico, existenciais, que só são alimentadas pela minha infantilidade e falta de bom senso.
No entanto não consigo encontrar a resposta... ou então não quero, talvez por já a conhecer e não querer engoli-la por ter tantas... saliências!

I'm just lost... So near, so far... I can touch you but I can't feel you... I'm sorry!

x o