quarta-feira, 9 de junho de 2010

Plano d'Argand

Pensa num número e multiplica-o por 2, soma-lhe 2, divide-o por 2. Subtrai a esse resultado o número que pensaste inicialmente...

O resultado foi [1] certo?

Já conheciam certamente este pequeno jogo e não sei porquê, lembrei-me dele.
Os números são bichos esquisitos e irritantes que parecem estar sempre em fase de cio.
Seres Humanos, providos de parte real e parte imaginária e que tudo tornam possível, até uma equação à partida sem soluções!

Movendo-nos segundo o argumento, podemos ver como apenas vaguemos e vagueamos à volta de um centro dando K voltas e no fim de contas estamos sempre no mesmo lugar. Na verdade, o que conta é o módulo, porque no meio disto tudo, este dirá se haverá intersecção ou não e no caso de não haver, tudo foi em vão.

Vão esforço de regozijo desprovido, entristece-me a alma e as entranhas por ter a amarga consciência disso. Neste momento só tenho 3 palavrinhas para dizer: "Que. Se. Lixe."

Vamos lá para a frente e o que passou, passou!
Se não nos desprendermos do passado, não aproveitamos o presente, nem conseguimos olhar para o futuro...

;D

terça-feira, 8 de junho de 2010

Acordar... zZzZ

Existe um dia na vida de cada um em que acordamos e nem sequer sabemos que, nesse mesmo dia, tomamos consciência que estamos a ser "tristes" por dar-mos tanto de nós mesmos a quem gostamos e, num breve instante, com uma única frase, saboreamos a doce amargura da desilusão e ingratidão.

Nesse tão maravilhoso dia, passamos a sentir um enorme nó na garganta que não desaparece e simplesmente temos vontade de não existir.
Mas, veremos que, não havendo outra maneira de percebermos quando devemos abrir os olhos, resta-nos ter força para superar o golpe seco e ríspido da bof
etada sem mão.

Chega! Não vale a pena... É simplesmente impossível e o que tem de ser tem mais força. Está pré-destinado? Quem sabe?
Resta apenas levantar o olhar e de cabeça erguida, olhar para o infinito, e simplesmente seguir em frente. Mas seguir em frente não é difícil.

Difícil é... agarrar o fumo. Ele passa-me pelas mão. Foge, por mais que tente agarra-lo e simplesmente, difícil é esquecer os momentos em que o fumo esteve comigo. Eu quero. Parece impossível. Será?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Almost Lover

Your fingertips across my skin
The palm trees swaying in the wind
Images

You sang me Spanish lullabies
The sweetest sadness in your eyes
Clever trick

I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images

And when you left you kissed my lips
You told me you'd never ever forget these images, no

I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you are just fine
Did I make it that easy
To walk right in and out of my life?

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

"a fine Frenzy"

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E ela?

Magnifico Talude interminável de onde é possível avistar a Fossa de tão perto que se apresenta. Quando penso que lá cheguei, dou por mim a perceber que desci um pouco mais.
A cada milímetro que se desce, vai ficando pelo caminho um pouco mais de esperança, e dou por mim, sem ela, num perfeito vazio. É verdade, foi-se...

E onde vou procurá-la!?

Gloriosas, Hiroshima e Nagasaki. Sei como se sentiram. Mas e porque sei? Não queria saber! Preferia ficar na ignorância. Custa menos.
"DES-esperançado" é a minha nova condição. Mas como se pode perder algo que nunca se teve!?
"A esperança é o derradeiro mal; é o pior dos males, porquanto prolonga o tormento" - F.N.

De facto, não tive paciência (foi-se com a esperança) para arranjar uma metáfora mais elaborada para expor a situação.

Desculpa a minha falta de sinceridade. É inata.